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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Croniquetas derretidas




Então... 

O calor em SP neste verão de 2014 é o calor mais abundante desde sempre. 

Escrevi uns #microcontos com o calor como tema ou pano - ou sem pano - e fundo.

Publico aqui na quitanda, depois de tê-los publicados no tuíter. 

Pequenos pães.

Espero que gostem. 

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Nada mais podia dar errado... Aí descobriu que além da insônia e do calor tinha também um casal de pernilongos fazendo amor.
13. janeiro, 07.


Um calor de rachar mamona, começaram a se bulir... e roupa que cai aqui, roupa cai ali : "Bom, mas o gorrinho você trouxe, né?"
12. fevereiro, 29.


"Amor, nesse calor não te dá vontade de um picolé?" E ela, na lata, com muito esmero: "Não só no calor, bonitão."
12. fevereiro, 29.


Os dois no maior amasso ziriguidum: Mão no pandeiro, calor no tamborim e muita alegria no samba-canção.
12. janeiro,26.


"Tá muito frio, posso ficar de roupa?" Ele pensou bem e topou: "Pensando bem, passar vergonha no calor é mais que suficiente."
11. julho, 02


"Que frio..." E ele aprochegou e fez dengo, cafuné e outro. "Que.. calor..." E ele aprochegou e fez um dengo, cafuné e outro... #microconto
11. maio, 31.


Um calor de forno de padaria. Mas não tirava o cachecol, de jeito algum. A namorada achava que era chupão. Ele, tinha certeza.  
11. fevereiro, 10.


Gostava de dormir nua. O namorado novo achava aquilo o máximo. Belo dia também arrancou a roupa. "Não encosta: eu tenho calor!"
10. dezembro, 17.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Copos para licores


No último dia 04 de agosto teve fim a primeira Mostra de Tuiteratura no Sesc Santo Amaro, em São Paulo.


Participei da mostra, e foi das cousas mais legais que já vivi.

Tento recuperar alguns tuítes perdidos, porque não fazia cópia...Enfim...

Mais alguns que coletei. Espero que curtam estes acepipes cá do boteco!

E para quem tem feicebuqui, uma filial por lá deste quinquilhiaródromo:  https://www.facebook.com/blogquodores

A gerência sempre agradece!



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Desde que descobrira nela os atributos ideiais passou a cobiçá-la, platonicamente. E ela, evidentemente, não percebeu. "Quem é você mesmo?".

2010. setembro, 09.


Tinham poucos sonhos de consumo. Uma casa, dois banheiros, dois carros, dois computadores. Enroscou quando ambos quiseram dois amores.

2010. setembro, 09.


Ela sabia que ele sabia que ela mentia. Um dia, cansada de saber, disse a verdade. Ele foi embora, antes emendou: ""Mas eu nunca quis saber."

2010. setembro, 09.


"Meu amor era Ana Rosa/ Ia do Paraíso à Consolação/ E descia nas Clínicas." poemeto de resposta para o @xicosa, numa brincadeira sobre as estações do metropolitano paulista, linha verde.

2010. setembro, 13.


A moça tinha um avatar de arrasar quarteirão. "Seu avatar, muito bonito". "Gostou? É do filme, "Bela da Tarde"". Morreu um pouco. 
2010. setembro, 21.


Descobriu que o telefone móvel o conectava às redes sociais, aos amigos. Estranhou, o velho garçom ligou: "Não aparece mais?" 

2010. setembro, 21.


Depois se descobriu que o tal qual era comparsa nas farras virtuais. Mas já tarde: a senha compartilhada tinha feito o estrago. 

2010. setembro, 21


Chegou mais cedo em casa, decidido. Descobriu ser verdade o que tanto temia: Ela não tinha um caso. Só não gostava mais dele. 

2010. setembro, 28.



A xingou: "Matreira, sorrateira, fingida". Mas o principal, que lhe fazia bem e feliz, esqueceu. Virou mera anotação de agenda... 

2010. setembro, 28.


A avó, na guerra, se enamorou por correspondência. Naquilo via graça, amor romântico. Até conhecer Pedro. Por tuíte, de Portugal. 

2010. setembro, 30.


Confidenciou ao amigo, solene: "Tenho uma mania terrível". E antes de contar o amigo foi ríspido: "Se é terrível, não me conte". 

2010. setembro, 30.


Orgulhava-se, tinha vaidade, daquela relação: verdadeira, fidelidade, cúmplices. Não sobreviveu aos desencantos do primeiro hd... 

2010. setembro, 30.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Loja de Miudezas




Desde o último domingo, 26 de maio, ocorre na unidade Santo Amaro, do Sesc, a exposição "Tuiteratura": Textos feitos em até cento e quarenta caracteres - a regra de concisão do tuíter.

Desde que entrei no tuíter, para brincar e para divulgar o que escrevia por aqui nesta mercearia numa outra ferramenta, comecei a brincar de "tentar" contar estórias e histórias no formato proposto. No começo, as cousas saem ingênuas e a tentação é tentar rimar. Rimas não são fáceis... porém.

Percebi que o grande e estupendo barato desses escritos, os tais #microcontos é a brincadeira com o texto... o de revelar, desvelar, só um pedaço das histórias, deixando para o leitor, no ar, na intuição, as possibilidades de enredo.

Diria, então, numa filosofada de botequim, que os tais #curtacontos são pequenos retratos... quem acaba, ao começo e ao fim, desenhando a história é o leitor.

E comecei a escrever bastante #microcontos. Alguns eu gosto muito.

Tive a honra de ter oito tuítos selecionados para a Mostra!!! Foi muito bom ver essas especiarias expostas por lá.

E como bom leonino, então, resolvi recuperar os outros tuítos... esparsos e espalhados por aí. Não é tarefa fácil, porque eu nunca tinha me preocupado em salvar esses trens em alguma gôndola especial...

Então fui lá e baixei tudo o que escrevi no passarinho e preencherei as prateleiras daqui com os tais #microcontos...

Os quitutes estarão expostos por aqui, portanto.

Antes, porém, um mega abraço e agradecimento para a Giselle Zamboni, uma sonhadora repleta, que se apaixonou pelos pequenos textos no tuíter, uma paixão tão arrebatadora que a fez criar esquinas literárias por lá, como a #Letras365. O resultado? Esta paixão moveu muitos tuitocontistas, poetas, narradores, brincantes. E uma parte deste movimento está sendo exposta na mostra de #Tuiteratura. Cousa boa, que aquece.

Elegante, sem dúvida.


Cá estão os primeiros! Espero que gostem.
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Teve ideia originalíssima de #microcontos: Tuitou versinho para a amada, esperou beijo de cinema. Sobrou um tuíte bem vagabundo. 
10. agosto, 16.



Era aluno de segundo grau. Tiveram muito medo dos disparos quando descobriram que ele era um tuiter serial.... #microcontos 
10. agosto, 16.


Demorou demais para entender que não se fazia bom omelete sem quebrar ovos e o que restou, enfim, foi só o enxofre do ovo podre.
10. agosto, 16



Não vendo sonhos, mas gostaria de partilhá-los. #versificados (uma outra hashtag, muito utilizada pelo @arautonho em seus deliciosos versos)
10. agosto, 21.




Tinha um gato no meio do caminho.Tinha um gato no telhado.Tinha um gato pendurado no telhado.Tinha um gato, caindo do telhado.E agora, José??
10. agosto, 24.



Boa noite, poeta, @AgneloRoneberg. Um tuitoconto: "O difícil em SP é respirar. Não só o ar, mas os ares. Por aqui, não é o fado: enfado." (@AgneloRoneberg é desses tuitocontistas geniais, parceiro de boemias, de cálices de porto em tuíto madrugadas, ele em Portugal.)
10. agosto, 24.


Tuitava causos, piadas, poemas. Não gostava era de política. Até que um dia proibiram o tuíte. Era tarde, desconfiou. E já estava sozinho.
10. agosto, 30.



Antes, gostava do trabalho. Depois, o trabalho virou ganha pão. Só depois, então, virou cefaleia, pressão alta e enfarte. Era segunda feira. 
10. agosto, 30.



Sabia como poucos o tal ponto fraco. E foi lá esmiuçar, cutucar. Virou prazer, virou brincadeira. Conseguiu o óbvio: nunca mais se falaram.
10. agosto, 30.



Desconfiava da traição pelos tuítes desbravados. Começou a seguir, ""trollar"", ofender. Ela foi embora. E ele foi bloqueado. #microcontos"
10. setembro, 21.