Sinceramente, não sei.
Que começa um ano novo, reconheço o calendário.
Mas esse papo de tudo de bom, novo, recomeço, nova chance, oportunidades e eteceteras, não sei.
Saúde, que é assim que devemos começar qualquer desejo de gostar.
Mas que a saúde também não nos seja tão cara, custosa, paga. Porque, afinal, cansamos de sermos idiotas.
Cansamos? É... não sei. Tenho cá dúvidas infindas. Algumas cruéis, sobre nossa idiotia.
Mas desejo, sim, saúde: E principalmente daquela que nos faz querer acordar de manhã.
O melhor dos desejos é este: querer acordar de manhã. E ter porquês.
Fé? Sim, fé que as pessoas possam ser realmente gente. Iluminadas, irresignadas, famintas por vida e não por sucesso, desejosas de paixão e não de conveniências, querentes por gostar e não por posses. E, sobretudo, fé que a luta vale cada dia. E sonho.
Sinceramente, é isso. E muito mais: Amor, paixão, sexo, saúde, vinho e um pouco de sorriso farto, lágrimas e pudim de leite.
Que o nosso time seja campeão. Que o abraço seja nossa moeda. Que as nossas crianças joguem bola descalços, no parque e, sobretudo, na nossa alma. Que cada sonho.... Bom, que cada sonho tenha seu tempo, gosto, sabor, aroma e cor. E que se forem para serem reais, que sejam.
Vou lá, então.
Sinceramente, não sei. Mas, então, que valha a pena.