sexta-feira, 10 de maio de 2013

Fígado em Três Cores

Os fantasmas se divertem

Foi linda a vitória, aquela cantilena, toda a sorte de elogios e elegias e uma infinidade de eteceteras e tals.

 

Tomamos uma sonora e solapante tunda no jogo de ontem. Resultados assim deixam qualquer comentário sobre o time do outro com cara de pum na sala, com jeito de curió depenado, com esparadrapo no costume.

 

Sim, ganharam, levaram e não tem muita cousa para falar.

 

Mas o futebol mágico, o resplendor tático, a lousa, tudo isso passa. Até o acre da derrota, passa. A boa fase alheia, passa. A nossa sorte é esta efemeridade. O tabu de hoje passa, assim como o tabu de ontem, contra ou a favor.

 

Só há uma cousa que para o torcedor não tem fim, levaremos para o paletó de madeira ou junto com as cinzas...: o nosso time, aquele que escolhemos nalgum dia da vida e que ficam, marcam, tatuam.

 

Portanto, aos que torcem, estes querem o inferno. Por isso vomito quando os jornalistas esportivos, todos travestidos de neutros, teimam com suas baboseiras acerca de "planejamento", "calendário", "a coragem de manter treinador", "projeto". No inferno, o baile é com o capeta e a labareda redime.

 

O São Paulo tem jogado pedrinhas em todos os jogos decisivos. Todos. Não ganha clássico e quando ganha é jogo de quinta feira, que decide o troféu do nono lugar ou, quem sabe, a melhor campanha duma primeira fase ou dum segundo turno, quando já se morreu no anterior. Ontem, pela primeira vez em algumas dessas derrotas, perdemos de forma retumbante, sem contestações: não houve juíz, polêmica e contusões para além dos já contudidos. Não houve aquela sensação terna tão comum aos sãopaulinos recentemente de que o "time até que jogou bem" ou, a mais pérfida, "jogamos até um pouco melhor do que o outro".

 

Aproveitemos, portanto, o sabor desta derrota para ver se saímos deste rame-rame. "Mas vocês ganharam a Sulamericana", dirá algum desses desavisados de coração. Sim, ganhamos quase que por obrigação numa finalíssima pela metade contra um time meia boquíssima. Talvez reconhecer este dilema existencial nos leve a algum divã capaz de entender as razões destes fracassos decisivos, este medo do gozo, esta incapacidade ao infinito que nos assola desde o fim do tricampeonato - basta lembrar da campanha heróica da era Ricardo Gomes, onde saímos do fundo do poço, fomos chegando, passamos e na reta final perdemos de Goiás e Botafogo e deixamos escapar um impossível tetracampeonato nacional, fato que nenhuma outra agremiação do céu, da terra e do inferno poderia chegar neste plano espiritual.

 

Deixemos as fitas, os embaraços, as pilhérias. Elas vão. O time, este fica. Lá no fundo da alma todos nós escolheremos e nomearemos nossos vilões mais como forma de cachaça, quando sabemos que a enfermidade está na alma. Não acho crível alguém que torça defender, por exemplo, que Nei Franco fique. Mas entendo que isso está longe de ser a solução do problema.



Fiquemos então com nossos fantasmas. Até a estréia do próximo brasileiro.

Publicado originalmente n`OsBolonistas.

13. maio, 09. 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sobre a redução da maioridade penal: NÃO!!!


Todo mundo que tem lá seus quarenta anos, um pouco mais ou pouco menos, assistiu ao filme “Footloose”, na versão original com o Kevin Bacon. Deve, aliás, ser o primeiro filme que vem a cabeça naquela brincadeira do “Seis passos para Kevin Bacon”... O filme é fraquinho, mas tem seus momentos, uma cena de dança memorável e um dos personagens mais importantes para se entender o “homem moderno” de Neandertal: o pai da “mocinha rebelde” do filme, interpretado pelo John Lithgow (o hilário ET pai na série “3rd rock from the sun”).


O pai da mocinha é o pastor da cidade, uma espécime de zelador dos bons costumes e da moral. É ele a autoridade moral que impede a realização de um baile, por achar pecaminoso, cabeça vazia morada do diabo. As justificativas morais e religiosas do pastor são todas rasas, mas baseadas na suposta autoridade e nas “boas intenções” em se proteger o rebanho. Um cidadão autoritário, que se impõe por causa de aparências e que teme que um simples baile possa contaminar toda esta equação que mantém a paz e a tranquilidade na pacata cidadezinha americana de classe média do filme. Não importa que a vida seja uma merdinha, levanta cedo, trabalha, pausa para o almoço, trabalho, volta para casa, jantar feito pela esposa, televisão, boa noite, escovar os dentes, pantufa e dormir.


Mas o tal pai sintetiza o pensamento médio, meridiano, merdinha de boa parte da cidadela do filme. A importância da personagem mora neste quesito: E de boa parte da sociedade fora do filme. Sim, a vidinha de merda, desde que mantidas a televisão e o jantarzinho feito pela esposa, pode variar aqui e ali, um cereal no café, um radicalismo no uso de chinelas ao invés de pantufas – os mais radicais até ousam andar pela casa descalços, mas no fundo este é o ideal de vida. E preces, com loas, para as virtudes todas que esta cena transborda, aviva, transcende.


Enquanto o país assiste ao coro do deputado falastrão na comissão de direitos humanos, percebemos que boa parte da rusga é em razão do tal deputado ser um boquirroto, um boca aberta, como se ele não tivesse medo de defender a merdinha, sem pudores, sem escusas, sem falsas máscaras. Ele é o pai de “Footloose”, mas caricato. Essa caricatura machuca, porque nos obriga a olhar para nossos conceitos... E como são conceitos de merda, os nossos. Sim, há pessoas que estão de fato indignadas, emputecidas, com nojo da situação. Mas, sincera e honestamente, quando os jornais afirmam categoricamente que o “tal deputado tem declarações polêmicas que poderiam supor homofobia, racismo e intolerância” estão a proteger o pai do filme fugindo da óbvia constatação de que o que foi dito não é nem polêmico, nem suposto: é fato, é ódio, é racismo, é homofobia. E ponto.


Assim, surge o mais deletério dos políticos nacionais, por sua obtusidade militante, seu conservadorismo de pai da mocinha do filme radical, sua aparência anódina (aparência, evidente que só aparência), sua insipidez crônica que lhe valeu, inclusive, o apelido de “picolé de chuchu”, a aparecer no conselho da cidade, impoluto, a dizer sobre a necessidade de mexer na legislação para punir com mais rigor menores infratores quando a violência assusta, maltrata e vilipendia a cidade. Esquece da qualidade precária das escolas públicas, “desconhece” a qualidade precária dos transportes públicos que fazem de gente, gado, esquece das responsabilidades do Estado para com saúde e cultura, com diversão, lazer, com demonstrações de que também pode ser cidadão aquele que não consome bens de última geração. E trata a consequência - nefasta, violenta, abrupta, chocante - como causa. Mas o conselho da cidade aplaude... afinal, o rebanho quer é se sentir protegido.


Sim, é necessária a discussão sobre as razões que motivam a violência e o porque jovens tendem a ser cruéis, bárbaros, desumanos. Mas, alto lá, deixemos de hipocrisia e do consenso raso. O conselho da cidade pode – e deve - mais. O filme, até agora, tem sido bem ruim.

13. abril, 12.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

TV ligada no futebol





Uma querida, dessas gentes que a gente tropeça e ficam parte da gente,  a Veronika me convidou para algo inusitado e desafio - logo eu, um torresmo dependente: "criar uma corrente diferente. uma corrente de textos com receitas. um conto, uma historinha que tenha inserido uma receita que não use carne de nenhum bicho, com ingredientes, medidas, modos de fazer. para não deixar ninguém muito laconico nem muito prolixo, temos escrito mais ou menos 5 mil caracteres com espaços em branco."

E entre uma e outra noitada de futebol, percebi que tinha a história pronta... 

Sei lá... estou sentindo o cheiro do refogado... 


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"Ao futebol, que assistir também é missa".




Sabe o que é? São talos de erva doce. Sim, mergulha num copo, com água gelada e sal grosso. E serve assim mesmo. Sei que é futebol, tem cerveja gelada. Mas ó, sabe brócolis, depois de ferver na água, refoga um cadinho, deixa ficar um pouquinho preto o alho, sim, só um cadinho. Se quiser, deixa o talo fritar também... Vira porção, da boa. Para esperar o jogo começar. Cê vai ver... salsão, também combina com esse negócio do copo de água. Cenoura. O segredo é um pouco de azeite... num mistura com a água mas dá gosto.




É... caqui. Sim, do mole. Me confundo todo nos nomes, sei que é assim. Corta em pedaços, com a faca na direção da tábua e vai, corta. Aí pega aquele parmesão, não o ralado, aquele outro que a gente compra para comer com cerveja. Se tiver velhinho, melhor, curado. Sim e mistura, faz um “sanduba” do caqui com o parmesão... É, divino, eu sei. Olha lá, o Fulano vai jogar. Tô achando que é hoje!!! Pega uma cerveja pra mim.




Ah, velho... queijo e fruta. Vai na fé. Carambola e provolone. Queijo meia cura e maçã. Não faz essa cara de merda. E para não perder a piada, cê sabe que sou São Paulo! Quanto mais curado, gosto de usar a metáfora do chulé, melhor. Aí é misturar. Sabe pêra... pois bem, fica bão. Liga o rádio, vão dar os times.




Rapaz, essa é veneno do bom. Endívia. Tá vendo que, separando as folhas, parece uma barca a bonita. Barca, de pescar, tonto. Então, recheia. Sim, sei que a gata é vegetariana e tal cousa e lousa. Então não faz o trem com patê de atum. Inventa outra cousa aí. Isso aí é cuscuz marroquino. Cê compra em supermercado. Fácil, fácil. Duas colheronas cheias na xícara, despeja neste prato fundo aí. Antes, vem cá, põe para ferver água e sal. A medida da água? Sabe as duas colheres, o quanto encheu a xícara? Então, um pouquinho mais de água. Deixa ferver e despeja no prato. Depois, espera secar e mistura com o que quiser. Aí tem ricota que moí e temperei com pimenta. Fica uma barca de cuscuz com ricota... O nome até impressiona. É bom, eu sei. Porra, sai da frente da televisão!!!




Maçã, meu caro, que sempre sobra na geladeira. É só botar para ferver, fazer uma papa. Não é invenção. É caixa, batata, espeto, gol. Papa de maçã vira a base do mousse de goiaba! Depende é da tua vontade e do que você misturar... Põe a gororoba de maçã e mistura com goiaba também papada e fervida no liquidificador, põe a mistureba nos potes e leva para gelar. Golaço!!! Porra, eu não peneirei as sementes, dá um trabalho da porra... mas cê você quiser... a goiaba é tua.




Porra de time! Vai caçarola!!! Vai!!!! Sim, é isso mesmo: Refoga a escarola, exagera na cebola. Bonito.... refogar... é tão simples que nem dá para usar a desculpa que tem medo de fogão... sabe essa panela aí... põe um tintim de azeite, um fio.... balanga a panela... o alho cortado, a cebola, o tomate, tudo picadinho, sim... despeja, lentamente, com carinho.... Putaquelospariles, sente o cheiro disso!! É vida!!! Dourou o alho, sem torrar, despeja a escarola! Escuta o barulho... tampa um pouco... Olha que lindo.... O segredo, agora, meu camarada, é o azeite, o melhor amigo do homem. Dá uma perfumada depois de colocar nas torradas... e leva pro forno. Queridão, é pão velho, que sobra... não tem bolor, serve. Rapaz, quanta fome, vai com calma que o segundo tempo a gente vira essa bagaça! A geladeira tá cheia de cerveja.




Tá gostando da comida, né, bocó? Amendoim é bão mas dá saudade no estômago!



13. abril, 05. 


Outros textos da corrente, para saborear:


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Camisa Listrada




Um plano infalível. Combinaram tudo. Todos os pontos. Fulano entraria por uma porta no beco. Beco escuro, deserto, solitário. Beltrano esperaria no carro. Ciclano levaria a sacola. Tudo acertado, ensaiado e em exatos trinta minutos tudo estaria resolvido. Joalheria furtada e os três bem mais ricos e tranqüilos.

O grande dia. Evidente, uma ansiedade atroz os acompanhou. Um deles gaguejou ferozmente no almoço, tomado de um alvoroço na alma. Tinham planos: Aruba. E passagens compradas no cartão de crédito. A ante sala da felicidade, aqueles minutos que antecediam a ação.

Caminhando para a furgoneta, especialmente locada em nome de um quarto desavisado que ficaria com toda a culpa, em caso de meleca, um deles cravou os olhos nos jornais pendurados na banca de jornal. Pânico. A loja ficava nas cercanias do Municipal...

Era a final do torneio local. Um contingente absurdo de pessoas se locomovendo para o estádio. As ruas todas tomadas de carros enfileirados, estacionados em fila dupla. O plano infalível tinha um defeito. A data escolhida era a final do campeonato mais disputado dos últimos treze anos.

Tudo ruiu. Um castelo de cartas. Uma roda de dominós. No beco, carros estacionados e vendedores de sanduíches de pernil. Na frente da portinhola da loja de jóias um vendedor de camisetas utilizava a tramela como ponta de um varal, que servia de mostruário.

Beltrano sentira um ódio terrível. Várias temeridades passaram por sua mente insana e desqualificada. Fulano chorava lágrimas espessas, pensando na fatura do cartão de crédito. E Ciclano, ninguém nunca mais viu. Sumiu na multidão que subia pelo portão principal. Dizem, mas eu não acredito, que na comemoração do título se esbaldou e acordou com ressaca, na casa de uma viúva que era dona de uma loja de jóias. 

08. Janeiro, 31.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Driblou um, driblou dois, apontooou: Abraço!!!



Opa! 

Esse texto aí saiu do forno como encomenda para festa. 

E é, também, um quitute feito para alguns amigos.

Ao Celão, com quem dividi arquibancada comendo um sanduba de mortadela, o que hoje, infelizmente, é impensável. E ao Érico e o Seu Francisco, que fazem a cada jogo do Tricolor uma imensa mesa redonda, repleta de cousas que estão no texto.

Ao Ademar, meu camarada das antigas e parceiro de estádios deste antanho.

Ao Deco, ao Ogro, ao Yuri, ao Boldarini, ao Jubas, ao Rubens, a Alê, a Eva, ao Jorge, ao Bonilha: com eles faço uma imensa mesa redonda virtual sempre que posso durante os jogos do Tricolor.

Ao Marco e ao Leonel, sempre.

Ao meu pai, Seu Nilton, por aquele São Paulo e Juventus...

E a minha mãe, Dona Maria Helena, que se "sãopaulina" não era, ficou.

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Há tempos - e escrevendo, principalmente - descobri que as memórias não são meras anotações exatas, fotografias de cousas acontecidas na exatidão de uma linha reta. Há curvas. As memórias são antes de tudo narrações ficcionais com base em “acontecimentos acontecidos”, filmes que ao contar histórias reais reinventam o enredo, criam novas teias, afeto, sentimentos. As memórias são quase sempre retratos daquilo que ocorreu, com nuâncias do querer ou do não querer. O primeiro azedo não é só o sumo do limão. Nem o doce, que é sempre um pudim de leite furadinho nas memórias.



Esse intróito, breve licença, explica um pouco o que narro nestas linhas. Ontem, 23 de janeiro de 2013, memorável. Não tem sido um ano fácil... nem bem começou e um monte de cousa tem que ser resolvida, revolvida, reparada, restaurada, recomeçada. Muita preguiça, cansaço e até desânimo frente ao novo, que na verdade pode ser tanto o velho com uma roupinha contemporânea como pode, e aí incluímos desejo – e por isso a refrega com o ânimo é tão fundamental - ser uma pisada na Lua, uma viagem ao infinito, um gol de placa. Entre preocupações, diletantes ou não, surge a ideia: Libertadores da América.



Todos sabem que este é o único torneio de futebol de todo o universo que realmente importa, depois daqueles do Estrelão. Até mesmo os pássaros. E o São Paulo quer voltar ao trem, que descarrilhou duns tempos remotos para cá. E era jogo, quarta-feira, ainda férias dos meninos. Naquele horário belzebu das dez da noite. Comprei três ingressos: O pai, o Grande e o Pequeno.



“O que vocês acham de irmos ao jogo do São Paulo?”. A pergunta desencadeou comentários. “Pai, é a Libertadores, não é?”. “Pai, quero. É amanhã cedo?”. E por aí foram. Desde a Sulamericana que eles me pediam para ir ao jogo da “Libertadores”, porque apesar de ter prometido e de ter comprado ingressos para eles naquela ocasião uma sinusite monstruosa, agregada a febres e a recomendação expressa da pediatra, o que ocorreu foi que não ocorreu.



Na final da Sula foi uma muvuca do cão a entrada no estádio. Naquela confusão injustificável para entrar no Cícero até que me resignei em não ter levado os meninos. Foi um caos. E por isso, nesta empreitada nova, fiz planos de chegar bem cedo. Eram sete e quarenta da noite, ainda Sol, quando chegamos. O jogo? Só as dez...



Daqui há alguns anos estas cousas que escrevo, algumas, irão se perder. Outras não. Algumas eles, o Grande e o Pequeno, vão ler. Ah... meninos... foi uma noite belíssima. Sim, o jogo foi cinco a zero para o São Paulo. Jogamos bem, embora o outro time fosse fraco. E teve gol do capitão, o goleiro mais espetacular que já colocou os pés neste Planeta, chamado São Paulo Futebol Clube. Sim, meninos, a coincidência de termos ido a vários jogos no estádio, e no mundo de vocês estes vários não chegam a cinco, contra times que vestem azul e de nunca termos perdido estes jogos. Mas o que ficará na película das memórias do pai serão outras cousas...



O futebol é, antes de tudo, afeto. Quem não torce para algum time não sabe o que é isso e assim como desconhecer o amor, a manga que meleca a mão, o andar descalço na areia da praia, o torresmo, o sorriso, isso faz que a vida da gente seja um tantim menos. No meu caso seria um tantão, mas cada caso, já diriam os teóricos do Direito, é um caso. É antes de tudo a conversa de boteco, a azia quando o time perde, a tiração de sarro, a comédia, as simpatias, os abraços. São os comentários, a mesa redonda, os palavrões, a tristeza de um gol perdido e a certeza que somos o melhor time, independente de posição na tabela, porque ele é nosso.



“Pai, o time precisa de mais jogo aéreo”, frase do Grande quando o jogo estava dois a zero, dita com seriedade. E o Pequeno, que sem pestanejar, depois do gol, saiu a abraçar desconhecidos, gritando, eufórico, pulmão pleno. “Pai, vou ficar é rouco e é legal.”.



Na volta, mais de meia noite, três Amaral andando pela Jorge João Saad, mãos dadas, tagarelando cousas desconexas como os gols em profusão e o nervosismo do Luís Fabiano, o Lúcio que parecia um cavalo de tanto correr, o Rogério, as gentes, os cantos: O campeão, voltou.

13. janeiro, 24.