quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dizem imperfeições... mal sabem.


 
Outra, dos "Amores Pardieiros".


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Notei que gosto.

Gosto da dobra, do riso, do vexame. Do pé, inchado do calor. Ou sujo, do chão descalço.

Do buço, sim, do bigode molhado com suores quando tá calor, ou depois do sexo, ou de espanto.

Dos olhos levemente estrábicos. Assim como os bicos dos peitos, sempre perseguindo algo, como a querer descobrir novos caminhos.

Gosto dos pelos nas pernas, nas axilas, no sexo. Nada me desgosta, do rebolado quando cansada, do deitar de cansado, da roupa amassada depois de um dia daqueles. Mas gosto mais sem roupas, sempre. Ainda mais nesse calor desumano.

Das falhas nas unhas, também quando me arranham. Do cabelo despenteado, da coxa suada. Da sede, ou melhor... da volúpia da sede.

Vestido, vestidinho. Mesmo sabendo que é um maldito shortinho – para proteger coxa e tudo - e não aquela calcinha puída, cor de pele. Gostos dos peitos saltando no fim do dia querendo burlar a regra do sutiã. Mas gosto, estranhamente, das alças.

Ah... gosto de beijo com doce. De mordida na nuca. De ver arrepio. De ver, note, de ver. Ouriçada: pelos, vulva, poros, olhos, nariz.

Bom... melhor parar por aqui. Do contrário a conversa descamba. Adoro quando descamba.

Um comentário:

Ana Marconato disse...

ah, quando se gosta é assim mesmo.