quinta-feira, 27 de março de 2008

Muito depois de Drummond



João está apaixonado e compra flores para Maria.

Maria trabalha em um centro de pesquisas espaciais e de física nuclear na metrópole enlouquecida.

A grande cidade nunca dorme e agonizantemente sobre-vive. Sobram vidas.

Vidas nas ruas. José ama Teresa e espera ansioso o dinheiro no fim do mês.

Teresa quer casar logo e sente os primeiros passos no seu ventre.

A bala perdida no ventre de Macedo põe Clarissa, Raul e a pequena Helena nas ruas.

Raul rouba para comer e roubaram seu indivíduo.

Individualismo... e o corre-corre dos ônibus e dos carros, Helena tinha fome quando o laboratório de Maria explodiu.

E o dia amanheceu João chorando em um bar. José desempregado, embriagado, sufoca-se, por ser impossível pagar a conta.

E anoiteceu Teresa, um filho no colo e sem nome. Na mesma noite gélida que emboscaram Raul.

Clarissa vê televisão. "Extraordinário!!!!!! Anunciamos que o homem finalmente está pisando em Marte. As imagens via satélite!!!"

Dois vezes dois igual a cinco.

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